terça-feira, 19 de maio de 2009

O Rouxinol


Dias de encanto,

Esses dos quais me perdi a ouvir o teu cantar.
Que soava pelos sete ventos ao meu ouvido acalentar.

Perdido no desejo, sai a procurar;

Por entre as rosas a me rasgar a pele, acabei por me perder.

Ah Rouxinol! O teu cantar sempre há de me alucinar

Privando-me da razão, Privando-me de mim, roubando meu pudor.

Esquecendo-me das rosas que um dia ia de apanhar.

Deus sabe por meus confessos o quanto quis negar,

E o quanto eu sempre quis em meu desejo lhe ter ao meu lado,

Por toda uma eternidade, ainda que fosse ao menos uma vida.
Como poderia apenas deixar?!

Sei de que não posso ter, pois se preso ao meu lado não há de cantar.
Espero somente ao menos possa admirar tua beleza ao longe,

Enquanto vejo voar junto aos outros, e eu cá, sempre só.



"Quantas vezes fingi, quantas vezes menti, quantas vezes neguei? Tentei esconder o que no brilho dos olhos se há de ver, e que nas métricas palavras nunca há de se ocultar, a VERDADE. Me perdi seguindo um canto de Rouxinol."

Presente, passado, futuro...


Por que as folhas caem no outono e as flores desabrocham na primavera?
Por que o coração oscila na cadencia de nossos sentimentos?
Por que um sorriso ainda que singelo reluz um brilho sem igual?
Por que ainda que vago meus olhos se perdem aos teus no retrato?

Porque um voto de confiança nem sempre é um passo para o precipício...
Porque só entende quem sabe, e apenas sabe quem sente.
E ainda que privado de meus sentidos apenas sinto...
... Sinto de que nada é em vão.

O Peregrino Apanhador de Rosas.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O sangue pela Pátria




Meu sangue que verdeja
Minha alma D’oura
Meu brado a entoar
“Rebrilha a Glória, fulge a Vitória”


Não sou milico ou soldado
Sou um mero brasileiro, um singelo guerreiro.

Atirador sem carreira, um fardado sem missão
Porém altivo no cumprimento do meu dever
Fazendo do corpo coração.

Servindo á Pátria por paixão

De que o Patriotismo seja eterna tradição

Nas raízes da minha origem

Já fincadas nessa terra

Que no meu sangue se propague

Este sentimento que nunca se encerra.

Junto aos meus irmão de verde-oliva

Estamos sempre prontos ao sacrifício

Livres de cleros, raças ou classe

Pois somos todos iguais, de sonhos iguais

Prontos para lutar pelas pessoas amadas

Nem que a vida se esvaia
Mas que nunca seja omisso

Até o último suspiro.


suspiro...



suspiro...






suspiro...


“Porque em qualquer lugar que eu vá sempre serei brasileiro: É aqui que nasci, aqui que estão as pessoas que amo, aqui que morrerei."


terça-feira, 10 de março de 2009

Meu mundo em um orbe de cristal.



Eis...


Náufrago de um mar de lágrimas.

Carrasco que se flagela.

Dono de sonhos desfeitos.

Mestre de ilusões.

Companheiro da solidão.

Amigo do descaso.

Guerreiro de batalhas extenuantes.

Um Atlas que vive a carregar o próprio mundo sobre ás costas.


Meu mundo...


Alusão de rigidez na oculta fragilidade.
Paredes de vidro á guardar um conteúdo vazio.

Âmago de um coração gelado e solúvel ao mais suave toque.

Mente de um incansável desbravador de verdades.

Aquele que transpassa uma falsa imagem,

Que não coexiste no paralelo real e ficcional.

Aquele que se protege em sua redoma surreal.

...em um orbe de cristal...


Cheio e vazio, aberto e fechado.
Oculto na transparência de suas margens.
Verdadeiro ainda que discreto.

Simples ainda que complexo.
Eterno ainda que Limitado.


“Meu mundo agora em suas mãos: Se prevalece ou se rompe, vai do teu bem-querer.”




domingo, 8 de março de 2009

O Peregrino Apanhador de Rosas (parte 01)


Foi tentando me encontrar que terminei por me perder nas curvas da minha vida.
Quis seguir por um caminho sozinho, na luz irônica da minha consciência, crente ser o mais certo.

Errado, quanto mais tentei desviar mais me emaranhei na vinhas da minha sina, logo voltei para onde eu parti.


Desiludidas ilusões, ilusão de acreditar que fugir é a solução.

Por esse caminho que já andei, conheço cada passo, sei de cada armadilha, sei de cada ferida que na pele etérea ainda sangra, um verdadeiro punhal que reina ainda empale no peito.


Mas já não é mais o mesmo, o tempo mudou, algumas coisas ainda prevalecem, mas outras não.


A paisagem não é igual, a sensação não é como antes, mas o medo permanece inerte e sufocante, um trauma incessante a torturar.

Cada suspiro, cada agonia, andando por um caminho de rosas e com medo de se espinhar.

Cada passo, cada instante, tento me ponderar, ainda sou um cego e tolo que pode deslizar e se machucar,e mesmo que atento, ainda padece e cai.


Caminhando passo á passo, sentindo em minha essência o impetuoso sentimento de seguir em frente, passando de rosa em rosa, com receio de apanhar uma diferente.


Sinto de que a cada instante me rendo a curiosidade, mas permaneço preso ao medo, ao vazio já existente no oco do meu coração.


Hoje olho por esse caminho já sem tanto medo da ilusão, meus olhos estão vívidos e atentos as divergentes alusões que nos enganam.


Meu corpo, alma e coração se encontram firmes,. mais do que antes , talvez não prontos, mas somente saberei quando eu der o primeiro passo e encarar os obstáculos

.

Vivo na sombra da dúvida, no resquício de imaturidade que me sobra, temeroso em apanhar rosas.

Minha alma ímpia tenta reencontrar a fé já perdida, se esquecer das mágoas passadas.


Não estou mais perdido na estrada deste jardim, talvez por já não sentir mais nada, mas também sinto no fundo uma pequena flâmula a aquecer esse velho coração castrado de um desbravador querendo seguir em frente, um peregrino que não se rende.


Ainda que os espinhos me navalhem, continuarei visando a rosa que me chama por dentre tantas, e sei que se a dor é um presságio, enfrentarei todos os espinhos, pois é ela que me cativa, é ela que quero um dia colher e a carregar comigo por essa jornada.



“Forte não é aquele que não se fere, mas aquele que mesmo na ferida resisti a dor e se reergue para seguir em frente.”


segunda-feira, 2 de março de 2009

O Corpo Fechado



É o poder de ser tornar invulnerável, de nunca desistir e nunca se deixar ser tomado pelos atalhos e nunca negar os obstáculos. Um potencial de ser grande, de controlar á si mesmo e jamais deixar que sua vitória se vá por suas fraquezas, então se tornando superior á elas para poder assim mesmo se superar, e então superar os outros. Um profundo desejo:


O desejo de ter um corpo fechado, uma alma impermeável e um coração selado.


Corpo fechado que não sangra;
Corpo fechado que não se fere;

Corpo fechado que mesmo na dor não desfalece;
Corpo fechado que nunca se abre.

Alma
impermeável em seu caráter;
Alma
impermeável em suas virtudes;

Alma impermeável em seus sonhos;

Alma impermeável para eternidade.

Coração selado que nunca cede;

Coração selado que nunca ama;
Coração
selado que sempre prevalece;
Coração
selado duro feito rocha e frio como gelo;

Coração selado que nunca se doa, que nunca se abala.


Crente de essas sejam as leis que forma o homem, que moldam sua frieza, que quebre seus limites, alguém capaz de negar qualquer obstáculo físico e psicológico, alguém que nunca se desvia do bom caráter, alguém que nos sentimentos nunca se abala.

"O sonho de ter um potencial tangível em um ser inatingível; um mortal que não sangra."



quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Oração dos Impuros



Com mi’alma perdida, venho pecador;

Que no âmago do ser exala:


Injúria, Maldade, Ódio e Rancor.


Por isso na dor de quem sangra, rogo.


Perdoe meus erros, meu pudor;


Pois mesmo sendo a ovelha desgarrada;


Volto agora aos teus braços de denso amor;


E apenas peço:


“Perdoe minha pobre alma de Pecador.”