Dias de encanto,
Esses dos quais me perdi a ouvir o teu cantar.
Que soava pelos sete ventos ao meu ouvido acalentar.
Perdido no desejo, sai a procurar;
Por entre as rosas a me rasgar a pele, acabei por me perder.
Ah Rouxinol! O teu cantar sempre há de me alucinar
Privando-me da razão, Privando-me de mim, roubando meu pudor.
Esquecendo-me das rosas que um dia ia de apanhar.
Deus sabe por meus confessos o quanto quis negar,
E o quanto eu sempre quis em meu desejo lhe ter ao meu lado,
Por toda uma eternidade, ainda que fosse ao menos uma vida.
Como poderia apenas deixar?!
Sei de que não posso ter, pois se preso ao meu lado não há de cantar.
Espero somente ao menos possa admirar tua beleza ao longe,
Enquanto vejo voar junto aos outros, e eu cá, sempre só.
"Quantas vezes fingi, quantas vezes menti, quantas vezes neguei? Tentei esconder o que no brilho dos olhos se há de ver, e que nas métricas palavras nunca há de se ocultar, a VERDADE. Me perdi seguindo um canto de Rouxinol."

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